Tenho que concordar com Júlio, no que diz respeito as músicas: Em certos momentos, elas fazem a diferença.
Passei mal durante os últimos dias (alguém anda colocando pó de vidro na minha comida) e não pude correr até ontem.
Ontem porém, resolvi que podia correr até o fim do mundo (existem dias em que eu me sinto assim, como se eu pudesse fugir ou perseguir qualquer coisa), e preenchido com essa sensação de poder, disparei morro acima.
A noite estava peculiarmente bonita, com uma imensa lua cheia estampada no céu estrelado. O mar estava revoltoso, como se cobrasse algo, e parecia disposto a engolir o calçadão novamente, como faz de anos em anos. A maresia estava densa, quase como um fog.
Não sou do tipo que se entrega com facilidade a essa sorte de "bonitezas" mas, olhando tudo isso de cima, do alto, longe das luzes elétricas e, correndo rumo àquela pintura em movimento, é mais que razoável sentir-se, paradoxalmente, parte de um todo e, um terceiro, olhando tudo de fora. Some a isso a trilha sonora correta.
Já na volta, quando eu subia o mirante pela segunda vez, a fadiga começou a dar suas facadas no meu baço, e eu, em resposta, coloquei a lista de músicas no "shuffle" e comecei a descer o mirante acelerado - mais como um carro sem freios do que como um motorista ousado que sabe o que está fazendo... -, e, ao chegar no plano *beirando um colapso* eis que começa a tocar - notem, isso é muito pessoal -, eis que começa a tocar o tema máximo de Transformers (1985): The Touch. Com o perdão da palavra, Pu*& M3r*% !!!!!!11!
A cena foi a seguinte: A dor passou, eu lembrei da praia lá embaixo, dos 3k que ainda faltavam e pensei:
- Só falta isso ?! Á-HÁ!
O vento bateu gelado em meu rosto, secando o suor, e eu corri, corri, corri, sem hesitar.
A música que tocou depois foi Loser do Ayreon, o que me fez ranger os dentes e seguir empurrando o chão para baixo.
Completei o que me propus a fazer e, por fim, entrei no chuveiro levando um banquinho plástico para meditar sobre aquilo tudo, aquele turbilhão de pensamentos e cenas que eu arrastei feito saco de pedras por 9K.
Minha conclusão foi: Qualquer música que tocasse me faria seguir em frente. Eu daria meu jeito de fazer uma ligação para, naquele prazeroso desespero, ter ao que me agarrar e seguir puxando a corda, que mesmo sendo fina, é manuseada(ao menos por mim) sem cuidado algum. Mas, pelo vídeo que segue adelante não ouso re-afirmar isso com mais veemência, com risco de voltar atrás em tudo e dizer que, sem essa música em especial, eu teria parado por ali mesmo.
-Antonio F. : 26 anos, drogado e prostituído.
Passei mal durante os últimos dias (alguém anda colocando pó de vidro na minha comida) e não pude correr até ontem.
Ontem porém, resolvi que podia correr até o fim do mundo (existem dias em que eu me sinto assim, como se eu pudesse fugir ou perseguir qualquer coisa), e preenchido com essa sensação de poder, disparei morro acima.
A noite estava peculiarmente bonita, com uma imensa lua cheia estampada no céu estrelado. O mar estava revoltoso, como se cobrasse algo, e parecia disposto a engolir o calçadão novamente, como faz de anos em anos. A maresia estava densa, quase como um fog.
Não sou do tipo que se entrega com facilidade a essa sorte de "bonitezas" mas, olhando tudo isso de cima, do alto, longe das luzes elétricas e, correndo rumo àquela pintura em movimento, é mais que razoável sentir-se, paradoxalmente, parte de um todo e, um terceiro, olhando tudo de fora. Some a isso a trilha sonora correta.
Já na volta, quando eu subia o mirante pela segunda vez, a fadiga começou a dar suas facadas no meu baço, e eu, em resposta, coloquei a lista de músicas no "shuffle" e comecei a descer o mirante acelerado - mais como um carro sem freios do que como um motorista ousado que sabe o que está fazendo... -, e, ao chegar no plano *beirando um colapso* eis que começa a tocar - notem, isso é muito pessoal -, eis que começa a tocar o tema máximo de Transformers (1985): The Touch. Com o perdão da palavra, Pu*& M3r*% !!!!!!11!
A cena foi a seguinte: A dor passou, eu lembrei da praia lá embaixo, dos 3k que ainda faltavam e pensei:
- Só falta isso ?! Á-HÁ!
O vento bateu gelado em meu rosto, secando o suor, e eu corri, corri, corri, sem hesitar.
A música que tocou depois foi Loser do Ayreon, o que me fez ranger os dentes e seguir empurrando o chão para baixo.
Completei o que me propus a fazer e, por fim, entrei no chuveiro levando um banquinho plástico para meditar sobre aquilo tudo, aquele turbilhão de pensamentos e cenas que eu arrastei feito saco de pedras por 9K.
Minha conclusão foi: Qualquer música que tocasse me faria seguir em frente. Eu daria meu jeito de fazer uma ligação para, naquele prazeroso desespero, ter ao que me agarrar e seguir puxando a corda, que mesmo sendo fina, é manuseada(ao menos por mim) sem cuidado algum. Mas, pelo vídeo que segue adelante não ouso re-afirmar isso com mais veemência, com risco de voltar atrás em tudo e dizer que, sem essa música em especial, eu teria parado por ali mesmo.
-Antonio F. : 26 anos, drogado e prostituído.
2 Comments:
(Clap, clap, clap)
*Parece que a inspiração transcendeu a corrida!
Nossa, ficou bonito isso!
Sylvia
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