Taí, Sócrates não teria como saber que essa - aparentemente - inofensiva frase tornaria-se um jargão filosófico usado a torto e a direito, por todo tipo de pessoa, e em todo tipo de situação. Em todo caso, chega do "todo" e partamos ao específico.
Gosto sempre de reiterar, quando converso sobre correr, que o ato de correr em sua essência, é a parte mais fácil da corrida.
A corrida envolve um monte de coisas, e dessas coisas, vou falar das minhas.
Envolve chegar cansado do trabalho, da faculdade e ter que lavar/pendurar/passar roupa. Elaborar algo para comer, separar e ler os textos pro dia seguinte, enfrentar a chuva, frio, a preguiça e a fome (já que minha digestão é super lenta e para correr preciso ter feito minha última refeição pelo menos 4 horas antes).
Essa limitações e dificuldades a serem transpostas já dizem muito a meu respeito, sobtretudo a mim mesmo, pelo simples fato de eu me conhecer razoavelmente e saber que, preciso seguir determinados rituais e rotinas antes de calçar o tênis e me alongar.
Durante a corrida, acompanhar minhas batidas no frequencímetro e saber que a marcação está errônea, que estou confortavelmente abaixo do meu limite -independente dos números na tela,- é igualmente saber que existe um "meu" limite que não pode ser transposto de qualquer maneira. É preciso paciência(que não passa de controle sobre a própria vontade, ao menos para mim, ao menos nesse caso).
Depois da corrida, mesmo sendo tarde e tendo uma cacetada de coisas para fazer, prioritariamente me alongo e converso com meu camarada e parceiro de blog e corrida, Júlio, por poder compartir visões e constatações sobre aquela corrida, ou a próxima. Ainda após a corrida, por vezes já com a madrugada adiantada esbarramos com uma barraca de água de coco, e a simples visão (claro que uma visão corrompida por excesso de endorfina e bem-estar) da baía durante a reidratação é suficiente para saber um pouco mais sobre eu mesmo. Eu poderia viver com muito pouco, nesses momentos. Essa noção da finitude da sensação de poder e realização é essencial para evitar a frustração e o vazio que elas deixam ao se esvaírem. Um amigo meu me disse certa vez: -Correr é meditação em movimento.
Desde que a corrida, para mim, se tornou necessária, reflito sobre isso. Antes e depois de correr, penso em quando será o próximo "durante", que é quando eu, ao mesmo tempo, estou desligado de mim e conectado ao resto.
-Antonio
Gosto sempre de reiterar, quando converso sobre correr, que o ato de correr em sua essência, é a parte mais fácil da corrida.
A corrida envolve um monte de coisas, e dessas coisas, vou falar das minhas.
Envolve chegar cansado do trabalho, da faculdade e ter que lavar/pendurar/passar roupa. Elaborar algo para comer, separar e ler os textos pro dia seguinte, enfrentar a chuva, frio, a preguiça e a fome (já que minha digestão é super lenta e para correr preciso ter feito minha última refeição pelo menos 4 horas antes).
Essa limitações e dificuldades a serem transpostas já dizem muito a meu respeito, sobtretudo a mim mesmo, pelo simples fato de eu me conhecer razoavelmente e saber que, preciso seguir determinados rituais e rotinas antes de calçar o tênis e me alongar.
Durante a corrida, acompanhar minhas batidas no frequencímetro e saber que a marcação está errônea, que estou confortavelmente abaixo do meu limite -independente dos números na tela,- é igualmente saber que existe um "meu" limite que não pode ser transposto de qualquer maneira. É preciso paciência(que não passa de controle sobre a própria vontade, ao menos para mim, ao menos nesse caso).
Depois da corrida, mesmo sendo tarde e tendo uma cacetada de coisas para fazer, prioritariamente me alongo e converso com meu camarada e parceiro de blog e corrida, Júlio, por poder compartir visões e constatações sobre aquela corrida, ou a próxima. Ainda após a corrida, por vezes já com a madrugada adiantada esbarramos com uma barraca de água de coco, e a simples visão (claro que uma visão corrompida por excesso de endorfina e bem-estar) da baía durante a reidratação é suficiente para saber um pouco mais sobre eu mesmo. Eu poderia viver com muito pouco, nesses momentos. Essa noção da finitude da sensação de poder e realização é essencial para evitar a frustração e o vazio que elas deixam ao se esvaírem. Um amigo meu me disse certa vez: -Correr é meditação em movimento.
Desde que a corrida, para mim, se tornou necessária, reflito sobre isso. Antes e depois de correr, penso em quando será o próximo "durante", que é quando eu, ao mesmo tempo, estou desligado de mim e conectado ao resto.
-Antonio

1 Comment:
Sempre se superando, pra variar!
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